Você precisa aprender a dizer NÃO!

Texto original da Psicóloga Jóice Bruxel: Você precisa aprender a dizer NÃO!

Eu tenho certeza que em algum momento da sua vida você já se deparou com este conflito interno: como dizer não para o outro, sem que este se ofenda e sem parecer que eu estou menosprezando ou invalidando a sua demanda (seja ela qual for) porque simplesmente, não me convém ou não estou afim?

Pode parecer exagero, mas algumas pessoas simplesmente não conseguem se posicionar e preferem inventar várias desculpas a ter que lidar com a verdade.

Eu conheço pessoas que passam a vida inventando desculpas, daquelas mais esfarrapadas mesmo, até nas ocasiões mais banais, porque não conseguem dizer a verdade, sendo que a verdade seria bem mais simples do que ter que articular vários desdobramentos criativos para simplesmente não ter que verbalizar a tão temida palavrinha mágica: “NÃO”!

A questão é: não existe problema algum em dizer não, mas de alguma forma, criamos em nossa cabeça a ideia de que é feio ou constrangedor impor limites ou negar vontades e necessidades alheias que não estão de acordo ou que vão de encontro com as nossas.

Porque você não precisa satisfazer vontades e necessidades que não são suas

Não sejamos mimados: obviamente o mundo não gira em torno de nossas vontades e necessidades, e muitas vezes, precisamos abrir mão delas em prol de outras pessoas, família, filhos, companheiro (a), etc, tudo depende de quem é prioridade para você. As pessoas e os cenários mudam, mas os conflitos são os mesmos (ou pelo menos, muito semelhantes).

Sem dúvida alguma, de vez em quando, é preciso ceder. Nem tudo o que fazemos na vida é legal ou divertido, sacrifícios e esforços são necessários, mas até estes precisam estar alinhados e de acordo com o que acreditamos, com uma finalidade maior visualizada por nós mesmos, e não pelo outro.

Então, o que eu quero dizer é: você precisa aprender a dizer não, quando o que o outro está exigindo ou esperando de você não vai de acordo com o que você acredita, com seus princípios, valores, e até com as suas crenças. Se você precisa se anular, não está certo. Porque você tem voz e deve se fazer ouvido.

mulher dizendo não

Aprender a dizer não e a impor limites é libertador e te dá mais credibilidade

Se você não está com vontade ou disposto a ir a algum evento ou a algum lugar, não vá. Se posicione. Fale a verdade. É um direito seu. Mesmo que o seu melhor amigo esteja esperando por ele há meses, a espera e a vontade de ir é dele, e não sua. Obviamente, como falei acima, você pode ceder, mas se você estiver em um péssimo dia, em péssimas circunstâncias e a sua ida te cause dano, você pode simplesmente dizer a verdade e se recusar.

Dizer não para o outro estabelece uma linha, uma fronteira e acredite, dá credibilidade e inspira confiança. É muito mais fácil confiar em alguém que estabelece limites, porque normalmente esta pessoa também respeita os limites alheios.

Não invente desculpas, você não precisa disso. Diga não quando quiser dizer não, diga sim quando quiser dizer sim. Sem jogos, sem manejos. Se alguém se sentir incomodado com o seu posicionamento, deixe que esta pessoa se resolva com a sua intolerância ou frustração.

Lembre-se: “desculpa esfarrapada” quer dizer, mentira. E quem vive na mentira, vive na ilusão. Lide sempre com a verdade.

Você é (e sempre será) responsável por suas ações e palavras, e não pelo o que as pessoas fazem com elas!

 

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Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?

Originalmente publicado pela Psicóloga Jóice Bruxel: Blue Whale (o jogo suicida da baleia azul). Verdade ou mito?

O que é Blue Whale e como funciona?

Blue Whale é um jogo online que tem como finalidade o suicídio. Os participantes do jogo devem realizar tarefas e enviar registros de seus feitos para os curadores ou então postar na web algumas mensagens subliminares, como uma foto de uma baleia azul, por exemplo.

Curadores são as pessoas que delegam e também recebem o comprovante das tarefas (vídeos, fotos) e resumidamente, manipulam os jogadores através da persuasão, para que eles permaneçam no jogo. Acredita-se também que os curadores ameacem e chantageiem os participantes, no caso de algum deles querer desistir.

No total são 50 tarefas. Apesar de ter acesso as supostas tarefas, eu não vou as expor aqui, pois não quero que este texto seja usado de  forma errada.

Resumidamente, as tarefas vão desde tarefas simples (como desenhar uma baleia), assistir vídeos psicodélicos e de terror de madrugada, como também a tarefas mais complexas, como de automutilação, por exemplo. E sim, a última das 50 tarefas, é o suicídio.

P.S.: Existem várias tarefas de automutilação, e a automutilação pode ser visível! Fique atento aos sinais! Preste atenção nas pessoas que o cercam!

depressão

O que fazer se alguém próximo a mim estiver jogando o jogo? Como devo proceder?

O primeiro passo é manter a calma! Eu sei que você deve estar assustado, mas o seu comportamento neste momento não pode ser impulsivo, rude ou agressivo.

Antes de qualquer coisa, você precisa acolher a outra pessoa, amar, tratar com carinho respeito e afeto. Sim, o afeto é muito importante nessas horas e faz toda a diferença.

Sente com ela, converse, e ouça mais do que qualquer outra coisa. Abrace. Pergunte como ela se sente, o motivo pela qual ela entrou no jogo e mostre que você está ao lado dela, incondicionalmente. Não a julgue. Em hipótese alguma, a culpe. Você não precisa entender, mas precisa acolher. Não menospreze a forma como ela se sente.  As batalhas são individuais e invisíveis. Tenha sempre consciência disso.

Não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda psicológica e psiquiátrica com urgência. Essa pessoa precisa de tratamento e cuidado.

Mas entenda: o cuidado não é só terapêutico e medicamentoso, é também afetivo. Cuide dela. Permaneça atento.

Mas quem é que jogaria um jogo desses, se tem como finalidade, a morte?

Tenho ouvido (e lido) muitos comentários maldosos a respeito do tipo de pessoa que entraria em um jogo que tem como objetivo final, a morte. Comentários preconceituosos e totalmente equivocados, fazendo uma salada mista sobre suicídio, depressão e transtornos mentais.

É muito provável que alguém que se sinta atraído ou desafiado a jogar esse tipo de jogo, seja uma pessoa que já tenha ideação suicida, e é mais provável ainda que esta ideação esteja atrelada a depressão ou algum transtorno, como Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), por exemplo.  Pode ser também alguém que esteja emocionalmente fragilizado ou simplesmente alguém muito curioso (apesar de menos provável, acredito que seja possível).

Você não precisa entender como uma pessoa que participaria do jogo pensa ou o que ela sente, mas você precisa respeitar. Todo o seu achismo é baseado na sua vivência, na sua perspectiva e percepção. Antes de sair julgando ou reproduzindo falas completamente equivocadas sobre depressão, suicídio e transtornos mentais, leia, pesquise, busque conteúdo. Aprenda. Isso também é urgente.

Suicídio não é opção, é a falta de uma opção. É desespero. Cansaço. Sofrimento. Desistência.  Busca. Ambiguidade: uma forma de encontrar na morte, uma opção à vida. É perturbador. É um fim que para muitos, representa um novo início.

E não, provavelmente você não vai entender e não precisa. E eu espero que você não precise sentir na pele para aprender a respeitar.

suicídio

Mas afinal de contas, o jogo é verdade ou mito? As pessoas estão realmente morrendo por causa dele?

Não sei. O fato é que não é possível afirmar que a causa das mortes é o jogo, em si. E na verdade, se você chegou até aqui, o que eu quero dizer pra você é que pouco importa.  O que realmente importa é que os números não mentem: o suicídio tem aumentado de uma forma brutal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo.

E essa deve ser a nossa causa: o suicídio. Ou melhor, a prevenção dele. Independente de este jogo ser verídico e ser a causa de várias mortes mundo a fora (ou não), o problema é real, atual, e ele está perto de nós. Do nosso lado. De todos nós. Aqui e agora.

Preste atenção nas pessoas que estão perto de você. Seja afetuoso. Tenha empatia. Se disponibilize a ajudar e se preocupe verdadeiramente. Busque informação.

Como eu citei no artigo sobre os 4 mitos frequentes sobre o suicídio, existe uma ambivalência no ato, ao mesmo tempo em que o sujeito vai atrás da morte (o que para ele, pode significar a finalização de algum problema ou até então de uma existência, que para ele, pode não fazer mais sentido), ele deseja algum tipo de intervenção externa. Algo que solucione o seu problema e lhe dê algum tipo de direcionamento.

Grande parte dos suicídios poderia ser evitado se houvesse algum tipo de intervenção. O outro também é responsabilidade sua!

P.S.: Se você chegou até aqui porque por algum momento, passou pela sua cabeça participar do jogo ou se suicidar, não tenha vergonha de pedir ajuda. Eu e muitas pessoas podemos lhe ajudar. Envie-me uma mensagem, nós podemos conversar!

Você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) através do número 141 ou pelo site:  www.cvv.org.br

Você não está sozinho (a)!

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LUTO –  A importância de se desprender e aprender a deixar ir

Texto escrito pela Psicóloga Jóice Bruxel: LUTO –  A importância de se desprender e aprender a deixar ir

Todos nós perdemos. Perdemos o tempo todo. E também ganhamos. Alguns ganhos, inclusive, implicam em outras perdas, e vice-versa. Tudo isso é natural. Mas o fato de ser natural, não impede de ser doloroso. Perder, muitas vezes, dói. E pode doer muito.

Perdas significam mudanças, e mudanças são processos que implicam em desconforto. Até nos familiarizarmos com o novo, estamos fora da nossa zona de conforto.

Sendo assim, todos nós, em algum momento precisamos lidar com a separação de algo que nos é essencial ou importante. Sejam pessoas, coisas, objetos, dinheiro, status, poder, sentimentos, animais de estimação, etc.

Precisamos lidar com a mudança que esta falta, que esta perda implicará. Precisamos lidar com o que vamos fazer com a falta e com a saudade que sentiremos. Precisamos ficar de cara a cara com o vazio. Enfrentar o nada.

senhora triste

O luto é um processo. Um processo de desprendimento. E você precisa aprender a se desprender. A não formulação saudável do luto consiste justamente quando alguém não consegue fazer este movimento, de desprendimento com o que foi perdido, e sim, faz o movimento contrário, o de identificação.

A melancolia, neste cenário, entra como uma espécie de morrer junto, de ir embora junto com aquilo que foi perdido.

É como se a identificação da própria pessoa se desse a partir daquilo que foi perdido, ou seja, o que foi perdido é o verdadeiro sentido dela mesma, e sem aquilo, é como se a sua própria existência fosse (ou estivesse) nula. E é neste caso, em que a pessoa não consegue se desprender e seguir em frente, que existe uma não elaboração saudável do luto, o que pode trazer grandes danos, tanto no presente, quanto no futuro.

Se você passou por algo parecido e não consegue seguir a sua vida por se ser totalmente dependente de algo ou alguém que já se foi, procure ajuda! Você precisa aprender a lidar com as suas faltas, todos nós precisamos. A falta é algo inerente ao ser humano. Sempre sentiremos falta de algo ou alguém.

Entenda: Você precisa seguir adiante, e isso não significa que não vai doer, apenas não vai paralisar. A dor é algo presente e inevitável, e você não pode ter o controle sobre isso, mas você precisa ter o controle sobre o que você vai fazer com isso.

Você precisa se libertar! Precisa aprender a lidar com a sua própria dor, a encará-la de frente. E eu sei que vai doer. Vai doer sim. Comigo acontece da mesma forma. Mas fugir não é uma opção. Ficar amarrado ao que já se foi é um fardo muito pesado para continuar carregando.

Existem pessoas que podem te ajudar. E eu sou uma delas. Sossega o teu coração e fica tranquilo (a). Um passo de cada vez. Ainda existe vida, ainda há uma jornada pela frente. Um passo de cada vez e sempre em frente. Enfrente e em frente!

Você não está sozinho(a)!

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ANSIEDADE – Mentes turbulentas e corpos inquietos: Causas, tratamento e sintomas

Texto escrito pela Psicóloga Jóice Bruxel: ANSIEDADE – Mentes turbulentas e corpos inquietos: Causas, tratamento e sintomas

Iniciarei este texto lhe fazendo duas perguntas simples e diretas. Você sabe o que é ansiedade? Você se considera uma pessoa ansiosa?

Eu não sei quem você é, mas independente de quem você seja, eu tenho certeza que você fala ou ouve, com certa frequência, a seguinte frase: “eu estou/sou ansioso (a)”.

Pois bem, muito se fala em ansiedade, mas o que, afinal de contas, é a ansiedade? Todos somos ansiosos? Quais são os sintomas? Quais as causas? Qual é o tratamento? Ansiedade tem cura? Existem alimentos que melhoram e pioram a ansiedade?

Vamos por partes.

transito

Ansiedade normal x Ansiedade patológica

A ansiedade, ao contrário do que muitos pensam, é uma emoção inerente ao ser humano.  Ela nada mais é, do que uma resposta natural do corpo frente a uma situação de estresse ou perigo.

Ou seja, se você estiver em uma selva e avistar um leão, por exemplo, muito provavelmente o seu corpo entrará em estado de alerta, e neste contexto, a ansiedade é uma emoção natural frente a uma situação de perigo real.

Já a ansiedade patológica, ocorre quando existe uma resposta do corpo frente a uma situação que não representa, de fato, um perigo real.

Por exemplo: uma pessoa com distúrbio de ansiedade pode ter a mesma reação que teria ao avistar um leão (que representa um perigo real), ao ter que pegar um ônibus ou enfrentar uma situação cotidiana, que não representa um perigo real, de fato.

Neste caso, há um problema, quando as circunstâncias e o perigo são desproporcionais em relação às respostas do corpo.

medo

Distúrbios de ansiedade

Existem diversos distúrbios de ansiedade, sendo alguns deles: ansiedade generalizada, síndrome e ataques de pânico, distúrbios fóbicos (fobia social, agorafobia, etc), ansiedade induzida por drogas ou doenças.

Sintomas psicológicos da ansiedade

Alguns dos sintomas comuns da ansiedade são:

  • Medos irracionais e constantes;
  • Tensão, nervosismo e irritabilidade;
  • Problemas de concentração;
  • Agitação dos braços e pernas;
  • Dificuldade em controlar os pensamentos;
  • Preocupação exagerada;

Geralmente as pessoas sentem vários sintomas ao mesmo tempo, e não de uma forma isolada. E isso acontece principalmente frente a situações de maior exposição a outras pessoas, como por exemplo, falar em público.

Sintomas físicos da ansiedade

São alguns sintomas físicos da ansiedade:

  • Náuseas e vômitos;
  • Aumento do suor;
  • Dor ou aperto no peito;
  • Taquicardia;
  • Respiração ofegante ou falta de ar;
  • Tensão muscular;
  • Tontura;
  • Insônia;
  • Boca seca;
  • Tremores;
  • Dor de barriga ou diarreia.

homem terapia

Causas da ansiedade

Existem várias causas para a ansiedade, como por exemplo: questões genéticas, ambiente e histórico de vida (eventos traumáticos ou de estresse), estrutura e modelo de pensamentos.

A origem da ansiedade também pode estar relacionada a alguma doença, como por exemplo: problemas respiratórios, doenças hormonais, problemas cardíacos, assim como também ao uso abusivo de drogas e substâncias químicas em geral, incluindo medicamentos.

Tratamento

Sendo que a psicoterapia (terapia com psicólogo) pode auxiliar o paciente na compreensão dos fatores cotidianos que desencadeiam a ansiedade, com a finalidade de reduzir os sintomas e trabalhar os eventos que desencadeiam os problemas, ela é uma grande aliada no tratamento da ansiedade.

Em paralelo a psicoterapia, podem ser utilizados medicamentos (que devem ser prescritos  por médicos e não automedicados).

Há também, quem opte por conciliar com a psicoterapia, tratamentos naturais para a ansiedade, fazendo uso de chás (maracujá, camomila, alface), exercícios (técnicas de relaxamento, etc.) e aderindo a uma alimentação equilibrada e consumindo alimentos que diminuam a ansiedade.

homem luz

Alimentos que controlam a ansiedade

  • Vitamina C – Auxilia na redução dos níveis do cortisol (hormônio do estresse) e também na produção de neurotransmissores que causam o bem-estar. É encontrada em alimentos como: Frutas cítricas, morango, caju, goiaba, pimentão.
  • Magnésio – Reduz sintomas de fadigas (músculos tensionados e tremor nos olhos), melhora a qualidade do sono. Pode ser encontrado em castanhas, chia, banana, espinafre e cereais integrais.
  • Vitaminas do Complexo B – Ajudam a combater a ansiedade, inclusive na TPM. É encontrado na banana, avelã, cereais integrais, espinafre, ovos.
  • Alimentos com triptofano – Ajuda a controlar a ansiedade. Pode ser encontrado em alimentos como o chocolate e banana.

Alimentos que devem ser evitados

Alguns alimentos pioram os sintomas, e devem ser evitados ou consumidos em menor quantidade. São alguns deles:

  • Álcool – após a sensação de euforia gerada rapidamente pelo álcool, pode haver um efeito rebote que aumenta a ansiedade. Ele também atrapalha a absorção de vitaminas e minerais fundamentais para a liberação de neurotransmissores que regulam o humor.
  • Cafeína – O excesso de cafeína pode causar ansiedade. Limitar a quantidade diária é importante. Lembre-se: a cafeína está presente, além do café, no guaraná, no chá verde, no chá preto, e também no chimarrão (na erva-mate). Fique atento!
  • Carboidratos refinadosFarinha de trigo, açúcar e arroz branco. Geram imediatamente uma sensação de bem estar e satisfação, que passa muito rápido. Assim como o álcool e outras drogas, que também geram picos de satisfação, após passar o efeito, o nosso corpo “pede mais doses”, pois quer obter novamente, aquela boa sensação.
  • Alimentos industrializados, ricos em corantes, aromatizantes e conservantes – aumentam a liberação do cortisol (hormônio do estresse).mulher deitada

Dicas práticas para controlar a ansiedade

Mudanças de hábitos, no seu dia a dia, podem fazer muita diferença e ajudar a controlar a ansiedade.

Cada caso é um caso, e essas práticas não anulam a necessidade de psicoterapia e uso de medicamento (em casos de distúrbios de ansiedade), mas podem atuar em conjunto, assim como também, de modo preventivo.

  • Controle a respiração – Inspire lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Ao inspirar deixe o seu abdome expandir, estufe a barriga, e não o peito. Aguarde alguns segundos e expire lentamente, soltando o ar pela boca. Repita algumas vezes.
  • Pratique exercícios físicos – Exercícios físicos aumentam a produção de serotonina, ou seja, aumentam a sensação de prazer.
  • Mantenha o foco no presente – Manter o foco no agora pode controlar a ansiedade, tendo em vista que você possui capacidade total de análise do momento presente.
  • Desacelere antes de dormir – Tente não fazer uma retrospectiva de vida, antes ou ao deitar a cabeça no travesseiro. Se possível, deixe assuntos sérios para outro momento do dia. Antes de dormir, tente relaxar. Tome um chá de camomila, um leite morno, ouça uma música relaxante. Se prepare para desligar. Desacelere.
  • Dedique um tempo para cuidar de si – Olhar para si mesmo, ouvir e entender as suas reais necessidades, pode contribuir diretamente para o controle da ansiedade. Dedique tempo e energia para si. Os resultados serão visíveis.
  • Fortaleça o autoconhecimento – Se conheça, entenda e respeite os seus limites, diga não, aceite a si mesmo. Aceite o seu tempo, o momento presente.

meditando

Mas afinal, ansiedade tem cura?

Você lembra que inicialmente eu falei que a ansiedade é inerente ao ser humano? Então, tendo em vista que a ansiedade é uma resposta (ou uma emoção) natural, ela não tem cura.

A ansiedade natural não é ruim, ao contrário, frente a uma situação de risco real, é uma resposta necessária para a preservação da nossa existência, da nossa vida. O problema reside na ansiedade patológica, e esta sim, com ajuda e tratamento adequado, pode ser controlada.

CONCLUSÃO

Se após ler este texto, você considera e identifica a ansiedade como um problema em sua vida, que te limita, causa danos e impossibilita de diversas formas, sendo pelos sintomas psicológicos, seja pelos sintomas físicos, mude de hábitos e procure ajuda! Você não precisa enfrentar isso sozinho!

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7 dicas práticas de como se comportar em uma entrevista de emprego

Artigo escrito pela Psicóloga Jóice Bruxel: 7 dicas práticas de como se comportar em uma entrevista de emprego

A entrevista é sempre um momento decisivo na hora de buscar um novo emprego, e dependendo do seu desempenho, você passará para a próxima etapa, ou não. Neste momento, é necessário manter a calma e o foco!

Veja bem, é importante ressaltar que antes de ser chamado para a entrevista de emprego, já houve um processo anterior (normalmente os passos são: alinhamento da vaga de acordo com as necessidades do cliente, divulgação e recrutamento). Então, por mais que este momento possa parecer desesperador, anime-se: só de ser chamado para a entrevista, provavelmente, você já deve ter deixado milhares de pessoas “para trás”. A partir de agora, muita coisa depende de você. Mas calma! Ir com muita sede ao pote pode não te ajudar em nada! Vou explicar:

Muitas pessoas não têm noção da quantidade de currículos que recrutadores recebem diariamente, e acredite: são milhares! É uma tarefa árdua recrutar currículos de acordo com o perfil da vaga, muitas pessoas não possuem as qualificações necessárias para as vagas e mesmo assim, se candidatam a ela. Por exemplo: Uma vaga de psicólogo requer a formação em psicologia, mas muitas pessoas sem tal formação se candidatam, e isso demanda muito tempo dos recrutadores! Então, anota aí uma dica bônus:

Antes de se candidatar a vaga, fique atento às exigências. Eu sei que você deve estar empolgado procurando uma nova oportunidade, mas se candidatar freneticamente a todas as vagas que você vê por aí, sem prestar o mínimo de atenção nas exigências, não vai te trazer a oportunidade de participar de tal processo seletivo, ao contrário, tal atitude pode ser mal vista pelos recrutadores.

Se você já se candidatou, se o seu currículo está de acordo com os requisitos da vaga em si e se você já foi chamado para a entrevista, eu lhe darei 7 dicas de como você deve se comportar, que segundo a minha experiência profissional em recrutamento e seleção, são bem importantes para uma boa desenvoltura e desempenho.

Sua atitude pessoal diz muito sobre o seu profissional

Isso mesmo. Quem você demonstra ser como pessoa, em uma entrevista de emprego, é o que serve de parâmetro, além dos testes específicos, de o quê e como você é. Veja bem, o seu trabalho, de fato, só poderá ser avaliado com o tempo, mas o papel do entrevistador geralmente é este: conhecer você enquanto pessoa,  seja com a entrevista, com os testes psicológicos, ou as dinâmicas, para decidir se contrata você, ou não.
Alguns comportamentos fazem toda a diferença e podem passar despercebidos por você, mas nunca pelo recrutador, como por exemplo:

1. Apresentação não é tudo, mas é importante e faz toda a diferença. Sua apresentação é o seu cartão de visitas em uma entrevista de emprego. Estar vestido de forma apropriada para o momento é muito importante. Todos os detalhes importam: desde a quantidade de perfume (que não deve ser exagerada), até a maquiagem e vestimenta, por exemplo.

Veja bem, não existe regra, cada pessoa tem um estilo e esta não é a questão. A questão é estar alinhado com o contexto em si.

Simpatia e cordialidade também fazem parte da aparência. A sua postura diz muito sobre você.

2. Seja educado com todos os funcionários da empresa. É fácil ser simpático e até “puxa-saco” do entrevistador, mas engane-se quem pensa que é somente o entrevistador que está o avaliando. Um candidato é avaliado desde o momento em que ele chega na empresa. Caso você não saiba, graças a nossa querida tecnologia, as empresas possuem comunicação interna em tempo real. Se você for grosseiro com a recepcionista, existem boas chances de você não ser classificado.

Lembra do que eu falei acima? A sua postura diz muito sobre você. Afinal de contas, existem muitas opções de candidatos, por quê contratar justamente um candidato rabugento?

3. Chegar com antecedência é fundamental. Se você não consegue se comprometer para chegar no horário agendado da entrevista, como você vai conseguir chegar no horário do seu trabalho? Eu sei que imprevistos acontecem, por isto, programe-se antes e saia com antecedência. Coloque-se no papel do recrutador. Você contrataria alguém que em sua primeira oportunidade, chega atrasado? Eu provavelmente não.  

4. Desligue o seu celular (ou deixe no silencioso). Pode parecer clichê esta dica e você pode estar se perguntando o porquê deste ponto, se parece tão óbvio. Afinal, quem entra em uma entrevista de emprego com o celular no volume máximo? Mas meu caro, é muito frequente as pessoas esquecerem este detalhe. E digo mais: alguns candidatos estão tão viciados em seus smartphones, que atrevem-se a mexer no celular enquanto estão conversando com o entrevistador. Acho que você consegue visualizar (ou pelo menos, imaginar) o quanto isto soa como uma extrema falta de respeito. Estou certa?

5. Evite falar mal das experiências anteriores. Eu sei que existem experiências bem ruins, e o problema não é você falar sobre isso, e sim o modo no qual você fala. Alguns candidatos falam mal de todas as suas experiências anteriores. Quando é assim, fica a dúvida: será que todas as empresas estavam erradas ou essa pessoa é que é uma “encrenca”?

6. Foque nos pontos positivos, mas mantenha os pés no chão. Sim, você precisa convencer o entrevistador de que você é o melhor candidato para ocupar aquela vaga e focar em seus pontos positivos e no que você tem de melhor.Porém, alguns candidatos enfeitam tanto, falam tão alto e de uma forma tão encenada e decorada, que a única coisa da qual eles conseguem convencer o entrevistador, é de que seriam ótimos atores. Demonstre entusiasmo, faça pausas, ouça, questione. Tudo de forma moderada.

Você não quer ser uma estrela, você quer um emprego. Não exagere.

 E para finalizar, uma dica muito importante sobre um momento não mais tão esperado: o momento pós-entrevista:

trabalho

7. Mesmo que você não tenha sido contratado, a sua atitude continua sendo muito importante. Muitas empresas de consultoria, por exemplo, como a qual eu trabalhei, mantém o seu currículo em seu banco de dados, e muitas vezes, mesmo que você não passe naquele processo seletivo, a sua atitude pode abrir portas para vagas futuras. Sendo assim, a minha dica é: Analise o que ocorreu e no que você pode melhorar em uma próxima vez, ao invés de ficar triste e desanimar. Você também pode pedir um feedback ao entrevistador e entender quais são os pontos que você pode/deve melhorar.

E para fechar com chave de ouro, algo muitíssimo importante, mas que praticamente ninguém faz é: mande um e-mail ou ligue para a empresa agradecendo a oportunidade de entrevista.

Acredite: são profissionais com este tipo de atitude que as empresas buscam por aí. Muitos possuem técnicas, mas não são muitos que possuem as atitudes corretas.

Seja você o empregado que o mercado de trabalho está precisando, tenha você a atitude que você quer ver no mundo!

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Você não precisa brilhar!

Postagem feita por Psicóloga Jóice Bruxel: Você não precisa brilhar!

Esqueça o que te ensinaram sobre ser o melhor, o primeiro, o destaque, o brilhante. Esqueça como fizeram você se sentir fracassado e sem importância. Esqueça o jeito como você se sentiu fraco e impotente por não conseguir corresponder às expectativas (dos outros ou de si mesmo). Joga fora. Deixa pra lá. Você não precisa carregar este fardo.

Eu sei que você, assim como eu, está sujeito a variáveis. E as variáveis, durante a nossa jornada, nos transformam no que somos naquele momento. Nós não somos, apenas estamos, e estamos nos transformando dia após dia, de acordo com os ambientes em que vivemos, com os nossos relacionamentos, com o mundo que nos cerca e com as nossas experiências em geral. Sempre seremos um rascunho de nós mesmos, partindo do pressuposto de que a nossa finitude, se dá apenas na morte.

Todos nós estamos no mesmo barco. Mas grande parte de nós vive como se existisse uma necessidade de glória, por honra, o tempo todo.

Você não precisa brilhar! Você não precisa ser extraordinário, não precisa ser genial e ter grandes ideias. A sua existência, por si só, já revela a sua importância! Você é importante! Alguém já te falou isso? Quanto tempo faz que você não se enxerga com bons olhos?

Mais importante do que fazer a diferença para o mundo, é fazer a diferença para si mesmo, se dando um pouco de amor e se acolhendo, ao invés de se culpar e se cobrar tanto. Ao invés de sempre pensar no que você não fez, no que não conseguiu, no que não conquistou.

mulher se escondendo

Esqueça os exemplos mirabolantes de sucesso. Eles não são um reflexo seu. Não estou dizendo para você não almejar coisas grandes, eu realmente desejo que você tenha sucesso e conquiste muitas coisas boas na vida, mas você já parou para pensar no que é “sucesso” para você? Não estou falando sobre o sucesso aprendido, vendido e estampado por aí. Eu estou falando do sucesso visto com seus próprios olhos e no seu próprio ângulo. O que é qualidade de vida e bem estar? É somente dinheiro?

Para mim, o maior sucesso de todos os tempos tem sido o tempo. Na minha visão, uma pessoa de sucesso é aquela que tem tempo. Dinheiro sem tempo são somente números.

E você, anda tendo tempo? Tempo para si, para as pessoas que você ama, para as coisas que você gosta de fazer, para seus projetos pessoais? Ou você tem passado a vida batendo cartão e diminuindo os batimentos do seu coração fazendo algo que não gosta e não acredita?

Você nasceu para fazer mais do que só pagar boletos e se sentir exausto!

Acredito que tempo e autoconhecimento sejam as chaves para o sucesso. Se espelhar em si mesmo, no aperfeiçoamento de si mesmo e no que se quer conquistar, por sua própria vontade. Sem exigência de perfeição, sem pressa, e sem autocríticas destrutivas.

brilho na floresta

A exaustão é o que te impossibilita de ser criativo e de sair desse círculo vicioso. A vida é mais, muito mais! E você também! E esse é o verdadeiro brilho: a simplicidade de conseguir enxergar as coisas com os seus próprios olhos, sem que estes sejam direcionados por outros. Acredite: fazendo isto, você já estará à frente de muita gente.

Que tal dar o primeiro passo para o encontro com você mesmo?

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Sobre o amor genuíno: o amor próprio

Originalmente publicado pela Psicóloga Jóice Bruxel: Sobre o amor genuíno: o amor próprio

Independente de o que tenham te falado e tentado fazer você acreditar. Independente de vivermos em um mundo repleto de pessoas hostis que tentam te colocar para baixo, como forma de se autoafirmar e para se sobressair, o tempo todo. Independente de não conseguir atingir todos os planos e cumprir todas as metas que você impôs para si mesmo. Independente de errar, de fracassar, e até mesmo de desistir. Independente de (…)

Tenha sempre em mente que você fez o que pôde e que você faz o que pode, neste e naquele momento, e é assim que a vida segue.

Nem sempre conseguimos suprir a expectativa que temos sobre nós mesmos. E isso pode ser frustrante, mas precisamos aprender a lidar com a frustração de não sermos perfeitos. E por muitas vezes, precisamos nos perdoar. Nos olhar com carinho. Abraçar a nós mesmos.

menino descansando nas folhas

Se nos respeitarmos e entendermos que temos limites e que agimos de acordo com as variáveis que nos cercam, perpassam e atravessam a nossa existência, conseguiremos nos enxergar com olhos amorosos. E assim como os outros precisam do seu amor, para conseguir distribuí-lo, antes você precisa dar a si mesmo (a).

Então, não hesite em acreditar e a aceitar como verdade:

Você é maravilhoso (a), uma pessoa especial e cheia de dons. Cheia de qualidades. Forte e capaz. Forte por conseguir viver em um mundo que às vezes não dá vontade. Capaz por tudo o que já fizestes até aqui.

Você tem direito a uma vida linda. Seja lá quem você for. Não aceite menos do que isto. E não esqueça: Não dá para passar a vida exigindo demais de si mesmo e se autocriticando o tempo todo. Precisamos viver da melhor forma que pudermos e aceitar a nós mesmos. Não dá pra levar tudo tão a sério. Respira fundo e relaxa!

No final dessa história, a gente morre…

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